Informações sobre Drogas

Padrões de consumo de drogas

Nem todas as pessoas que consomem drogas o fazem da mesma maneira, na mesma frequência e quantidade. Existem diferentes padrões de consumo de drogas. Nem todos causam problemas aos usuários, mas todos implicam em riscos.

Quando suspeitamos ou constatamos que uma pessoa, qualquer seja sua faixa etária, está fazendo uso de drogas, é necessário esclarecer de que droga se trata e qual o padrão de consumo.

Generalizar, como se todos os usos e todas as drogas fossem iguais não ajuda muito.

É comum que os adolescentes tenham contato com pessoas que consomem álcool, cigarro, maconha ou inalantes. Estas são as drogas mais usadas entre jovens e na população em geral.

As pesquisas mostram que a droga mais usada tanto por estudantes e pela população em geral é o álcool. (veja quadro abaixo)

Entre os estudantes de ensino fundamental e médio, no Brasil, a segunda droga mais utilizada é o cigarro de tabaco e em terceiro lugar estão os inalantes, seguidos da maconha que ocupa o quarto lugar.

Diferentes tipos de uso

Nem todas as pessoas que experimentam uma droga se tornam dependentes. Muitas vezes um primeiro contato ou o uso recreativo constituem um dos itens de consumo no processo de construção da identidade jovem, como a forma de se vestir, o tipo de música ou o esporte escolhidos.

Este uso ocasional, fruto da curiosidade e da integração social, tende a desaparecer e não se torna habitual nem acarreta maiores prejuízos. Não é, no entanto isento de riscos.

Por esta razão, a postura mais adequada diante do fato é um diálogo e uma reflexão sobre as possibilidades de problemas que tal uso pode acarretar, mesmo que não se mantenha por muito tempo. Entre eles o risco de se intensificar e tornar-se uma dependência (veja o que caracteriza a dependência)

Não se pode saber de antemão quem vai se tornar usuário abusivo ou dependente e, por isso, o trabalho preventivo e o fortalecimento da construção de uma vida saudável são muito importantes, desde a infância. Não basta ter informações sobre as drogas e seus efeitos. É preciso também desenvolver habilidades, posturas e comportamentos que impliquem em decisões e responsabilidades.

Uso experimental – primeiros contatos com a droga, em poucas ocasiões. A maioria dos experimentadores não dá continuidade ao uso nem passa para o abuso ou dependência.

Uso recreativo – realizado em circunstâncias sociais ou em eventos, ocasionalmente. Não implica em problemas, mas a continuidade e o aumento de intensidade acarretam maiores riscos de tornar-se um uso prejudicial ou a possibilidade de tornar-se dependência.

Uso médico – ingestão de uma substância prescrita para aliviar problemas de saúde física ou mental e para curar doenças. O uso torna-se indevido quando não prescrito e acompanhado por médico.

Uso ritual – quando faz parte de um rito religioso ou social, com um significado contextual. Exemplos mais típicos são o uso de vinho (álcool) em cerimônias religiosas ou o de ayauasca em rituais do Santo Daime ou da União do Vegetal. Embora estes usos tenham um amparo legal, os efeitos das drogas são os mesmos e devem ser tomados os cuidados com os usuários para os quais a substância é inapropriada.

Uso nocivo (indevido ou prejudicial, abuso) – padrão de consumo de uma droga que tem consequências prejudiciais ao usuário e maiores riscos para sua saúde. Os problemas podem ser de ordem física (por exemplo no aparelho respiratório, cardíaco ou digestivo), psíquica (por exemplo depressão, diminuição da autoestima, excesso de sensação de poder) ou social (acidentes, envolvimento em brigas, deixar de cumprir suas atribuições na escola, na família ou no trabalho).

Dependência – falta de controle do uso, necessidade de aumentar progressivamente a quantidade da droga, conjunto de sintomas cognitivos, comportamentais e psicológicos que se desenvolvem após o repetido uso de uma substância, associado ao forte desejo de consumi-la.

Dependência

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, pode-se dizer que uma pessoa é dependente de uma droga quando apresenta três ou mais dos seguintes fatores:
• Forte desejo ou compulsão para consumir a droga
• Dificuldade de controlar o comportamento de consumir a substância (início, término, nível de consumo, quantidades)
• Estado fisiológico de abstinência, ou seja, sentir sintomas desagradáveis quando não usa a droga ou uso da substância para aliviar estes sintomas
• Evidência de tolerância, que consiste na necessidade de quantidades cada vez maiores da substância para obter o mesmo efeito
• Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância, aumento da quantidade de tempo gasto para obter, consumir ou recuperar-se dos efeitos
• Persistência do uso mesmo tendo evidências claras das consequências nocivas do consumo da substância.

Drogas mais usadas pelos estudantes

Ensino Fundamental e Médio

Nas 27 capitais do Brasil

Pesquisa realizada pelo Cebrid/Unifesp - 2010

DrogasUso na VidaUso no mêsUso pesado
Álcool60,5%21,1%1,6%
Tabaco16,9%5,5%1,5%
Energéticos c/ álcool15,4%--
Solventes / Inalantes8,7%2,2%0,3%
Maconha5,7%2,0%0,4%
Ansiolíticos5,3%1,3%0,1%
Cocaína / Crack 2,5 / 0,6%1,0 / 0,3%0,2 / 0,1%
Anfetamínicos2,2%--
Esteróides Anabol1,4%--
Êxtase / LSD1,3 / 1,0%--
Remédios diversos0,6 a 0,2%--

Uso na vida: porcentagem de alunos que consumiram uma dose inteira da droga, ao menos uma vez na vida.

Uso no mês: porcentagem de estudantes que consumiram a droga no último mês anterior à pesquisa.

Uso pesado: porcentagem dos estudantes que consumiram a droga 20 vezes ou mais no mês anterior à pesquisa.

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