Informações sobre Drogas

Prevenção

O uso de drogas faz parte da cultura e da vida das pessoas. Existem usos necessários, como o dos remédios prescritos pelo médico, outros sociais ou rituais, que não chegam a trazer prejuízos, embora não sejam isentos de riscos, como o consumo de álcool por adultos saudáveis em ocasiões festivas e comemorações.
Mas existem também usos inadequados para determinadas situações ou para pessoas com certas características ou ainda usos que causam sempre maiores prejuízos do que benefícios.
O trabalho de prevenção está focado em evitar o uso indevido de drogas, seja por crianças, adolescentes, jovens ou adultos, das diferentes camadas sociais e realidades de vida.
Para isso, é necessário adotar uma postura realista e eficaz.
A forma como se considera a questão das drogas se pauta basicamente em uma das duas posturas abaixo:

Guerra às drogas

Nesta linha de abordagem, tendo como base a crença na possibilidade de uma sociedade sem drogas, o objetivo da prevenção é evitar que as pessoas usem qualquer tipo de substância psicotrópica. Este tipo de postura é irrealizável, contrário aos fatos e indesejável. Todas as sociedades tiveram uso de drogas e nem todos os usos são prejudiciais. Para citar alguns exemplos, temos os remédios que, quando sob prescrição médica, ajudam no desenvolvimento da saúde, o café que faz parte do nosso cotidiano, as bebidas alcoólicas que podem ser consumidas de forma moderada.
Na concepção da guerra às drogas, existe uma hipocrisia no sentido de considerar apenas algumas como prejudiciais, quando sabemos que os problemas causados pelo consumo são fruto de uma interação entre as características da pessoa, da droga e da circunstância em que ele ocorre.
Sob a perspectiva de intolerância a qualquer uso, as opções para quem usa alguma droga são a abstinência ou a punição.

Redução de riscos e danos à saúde

Uma segunda maneira de ver a questão é o entendimento de que nem todo uso é problemático, embora possa ter riscos.
O importante é diminuir a possibilidade de ocorrência de prejuízos, ou seja, reduzir os riscos e os danos associados ao consumo.
A prevenção que trabalha nesta perspectiva promove ações para que cada pessoa conheça seus potenciais, as características e efeitos das drogas, os riscos e problemas decorrentes do seu uso e faça opções mais seguras e saudáveis para sua vida.
Neste sentido, não se está adotando o proibicionismo (nenhum uso) nem liberando qualquer uso como se fosse isento de riscos.
Qualquer comportamento adotado sob pressão tende a ser menos duradouro. A prevenção baseada na redução de danos e riscos trabalha com a reflexão, o diálogo, o desenvolvimento de habilidades e valores que ajudem as pessoas a tomarem decisões conscientes que as tornem menos vulneráveis ao uso indevido de drogas.

Tipos de prevenção

Atualmente são identificados três tipos de prevenção que podem integrar os projetos a serem realizados:

Prevenção Universal – tem como alvo a população como um todo, sem distinguir pessoas não usuárias daquelas que consomem drogas. O objetivo é reforçar os fatores de proteção para retardar o uso ou prevenir o abuso.
Isto significa, por exemplo, fazer uma campanha sobre os riscos do tabagismo que atinja toda a população (quem fuma, quem nunca fumou, quem está em dúvida, quem já fumou e parou). Ou, na escola, procurar atingir todos os alunos, da forma como eles estão nas salas de aula, incluindo aqueles que porventura já estejam experimentando ou usando álcool, tabaco, maconha, inalantes ou qualquer outra droga. O objetivo é fazer uma reflexão ampla, que atinja cada pessoa e permita uma avaliação de seus comportamentos atuais ou futuros.
Prevenção Seletiva – dirigida a grupos da população geral que são identificados como em risco de abuso de substâncias. O conhecimento dos fatores de risco dentro de um grupo (por exemplo, filhos de alcoolistas, jovens inseguros e influenciáveis, excluídos da escola, envolvidos com a justiça) permite uma ação para diminuir o impacto dessas situações na possibilidade maior de consumo de drogas. O objetivo é retardar o uso ou prevenir o abuso. Na escola, ao identificar alunos com estes fatores de risco, é possível dar-lhes um atendimento especial e interagir mais intensamente com a família, para fortalecer fatores de proteção que diminuam seus riscos no envolvimento com drogas.
Prevenção Indicada – programada para indivíduos que já são usuários e apresentam sinais precoces de abuso de substâncias ou problemas de comportamento a ele relacionados. As ações são dirigidas aos fatores de risco individuais e têm como objetivo mudar o comportamento ou prevenir a progressão de uso e os danos a ele associados. Embora não seja papel da escola fazer o atendimento a usuários de drogas que já apresentam problemas, é possível, em certas condições, oferecer serviços dentro da instituição, em parceria com outros profissionais, quando forem identificados alunos (ou mesmo outras pessoas da escola) com abuso ou dependência de substâncias, ou ainda, encaminhá-los a especialistas de saúde.

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